CUC – Contemporary Urban Culture

Interdisciplinary Platform for Urban Culture

Re-imagining the city…

Yes, as Spanish architects Espai MGR suggest, habits make us blind.

So, we will always need some détournement, even if a childish one, to look afresh onto our cities.

Cidade Aumentada

Como se pergunta hoje no Arch Daily, passará por aqui o futuro da realidade aumentada e dos seus impactos sobre a concepção do urbano?

Pessoalmente, creio que, estando este campo ainda na sua infância, não conseguimos sequer imaginar quais as consequências que esta tecnologia poderá ter na nossa imaginação, desenho e uso das cidades…

Viagem ao Oriente

De regresso de Macau, Shanghai, Beijing e Hong Kong, não resisto a publicar um primeiro link sobre a “observação e documentação” da beleza quotidiana e não desenhada dos contextos urbanos da Ásia…

© cheungvogl, via DesignBoom.

Terra desolada

A península de Kola, no extremo noroeste da Rússia, na fronteira com a Noruega e a Finlândia, teve enorme importância estratégica para o exército soviético. Centenas de bases militares foram sendo implantadas em Kola durante o período da Guerra fria, aproveitando o acesso directo desta região ao Atlântico norte. Pequenas cidades cresceram em torno dessas bases, apesar da exiguidade de recursos naturais, a agressividade do clima e a inexistência de serviços nesta área.

Nesta terra de tundra e renas, montanhas áridas e minérios, tribos Sami e Pomor, jazem mais de 250 reactores nucleares navais desactivados, produzidos e abandonados pelo exército soviético.

A partir da década de 1990, o desmantelamento deste poderio militar forçou o abandono de muitas destas bases – os militares desertaram e as suas famílias foram aos poucos esvaziando as cidades, agora desoladas ruínas urbanas, sem habitantes, sem visitantes.

Napoli, Napoli

E ainda, na programação

Napoli Napoli Napoli, de Abel Ferrara
Secções: Observatório
Documentário, 2009, 102′, Beta Digital PAL

Não é apenas o retrato de uma cidade, Nápoles, é também um olhar profundo sobre as pessoas e a sua cultura. A partir de entrevistas com um grupo de mulheres na prisão de Pozzuoli, e impressionado com a dureza dos seus depoimentos, Abel Ferrara idealizou três episódios ficcionados, escritos por membros da associação juvenil anti-crime Figli del Bronx, jovens outrora ligados ao submundo do crime. As histórias estão interligadas e relatam as condições na prisão, a realidade dos gangs, a vida das famílias e o papel das mulheres, vítimas do poder e da violência dos homens. Paralelamente, através de entrevistas a pessoas comuns e personalidades – intelectuais, juízes, artistas e políticos –, Ferrara capta as dificuldades e as expectativas da burguesia e do povo numa cidade conservadora e auto-destrutiva. O filme integra ainda jovens actores, que desempenham o seu próprio papel. Segundo o realizador, “este filme conta a história de Nápoles, mas podia ser a de Nova Iorque ou Detroit, pelo paralelismo com o panorama aterrador das paisagens urbanas do século XXI”.

Cities on Speed #4

CITIES ON SPEED #4 – Bogotá Change, no Festival IndieLisboa.
Bogotá Change
Andreas Møl Dalsgaard
Secções: Pulsar do Mundo
Documentário, 2009, 58′, Beta Digital PAL
A história de Antanas Mockus e Enrique Peñalosa, que, em menos de 10 anos, com métodos pouco ortodoxos, transformaram uma das mais violentas e corruptas capitais do mundo. O filme revela as ideias, filosofias e estratégias subjacentes às mudanças de Bogatá.

Cidades Ferais

A noção de cidade feral – de uma cidade em estado de regressão a nível físico, social e político que evoca a descrição da Europa urbana daqui a 40 anos em White Fungus de Bruce Sterling – surgiu primeiro num artigo de estratégia militar da autoria de Richard J. Norton.

Trata-se de um paper que mais parece ficção e que é hoje considerado uma peça académica de referência.

Para além das cidades descritas por Norton, também há megalópoles que já foram perfeitamente afluentes – ou ainda o são – e revelam por vezes estranhos sinais de regressão, como acontece nas agora chamadas penthouse slums, em Hong Kong.

Noutros casos, e como é agora veiculado por um documentário – e respectivo artigo no Guardian – da autoria de Julien Temple, essa feralidade dá origem a novas e interessantes formas de apropriação social da cidade, como está a acontecer naquela que já foi a capital da indústria automóvel americana: Detroit.

É neste sentido, afinal, que também a série Emergent Megalopolis é pensada.

Mesmo nos meios urbanos mais aparentemente desesperados a necessidade é novamente a mãe da invenção e algumas situações com que aí se depara mais parecem tubos de ensaio para realidades que podem atingir as nossas cidades… e mais depressa do que se imagina a partir do nosso relativo conforto material e económico.

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